quinta-feira, 21 de junho de 2007

Entendemos tudo dos textos?

Olá pessoal, tudo bem?

Depois de ler os textos, surgem as dúvidas... bom sinal, pois há uma chance de aprender coisas novas! Crio esse post para que a gente coloque perguntas para um debate com os demais colegas: podem ser dúvidas, podem ser polêmicas. Só há 2 regras:
- Vamos numerar as perguntas seqüencialmente nos nossos comentários: veja qual o número da última pergunta, antes de numerar a sua!
- Vamos manter o ambiente democrático do nosso blog: discordar sim, agredir... não!

Mais sugestões para você... que não dependem da sala de aula!

Após ler os textos indicados sobre bioética (que são pequenos!), talvez você se interesse por assistir o filme Gattaca, disponível na grande parte das locadoras. As discussões iniciadas na sala tomam outras dimensões nesse filme, e você poderá analisá-lo criticamente!



Exposições em São Paulo
Há 2 exposições imperdíveis em Sampa nesse semestre e quem tudo a ver com CN (só vocês tiveram esse privilégio até hoje... aproveitem!). Indico as exposições sobre o CORPO HUMANO, que está na Oca (Parque do Ibirapuera) e sobre DARWIN, que esta no MASP (Av Paulista). Há links relacionados no nosso blog que levam aos sites oficiais desses eventos.

Abraços,

Paulo.

17 comentários:

Paulo R M Correia disse...

1. O que você acha do seguinte comentário, feito pelo neuropsicólogo Michael Gazzaniga, que está no texto "A força da pesquisa"?

"... embriões de alguns dias não podem ser considerados vivos pois não têm atividade cerebral."

2. O que você acha do seguinte trecho, de autoria de Marcelo Gleiser, que está no texto "A força da pesquisa?

"Quando novas tecnologias colidem com a sensibilidade ética e moral de alguns, a reação correta é não censurar os cientistas e bloquear o fomento à pesquisa. A reação correta é exatamente a inversa: aumentar o financiamento à pesquisa, para que novas alternativas se façam viáveis. A aposta é na criatividade dos cientistas e no seu contrato com a sociedade."

Aguardo respostas e novas perguntas.

Abraços,

Paulo.

Giulianna disse...

- Em relação a esse comentário, concordo com o neuropsicologo Michael Gazzaniga, acho que para ser considerado vivo nao basta apenas ter o coração funcionando, mas tambem, o cerebral, que é o que coordena movimentos, pensamentos, sentimentos.. etc.

2- Novas idéias, com boas propostas e ajuda financeira, geralmente dão certo, porém o unico problema é que muitas coisas defendidas pelos cientistas, provocam a moral da IGREJA, levando a enormes debates.

VOCÊS ACHAM CERTO A IGREJA SE METER EM COISAS QUE PODEM SER PREJUDICIAIS PARA NÓS, Como o NAO-uso no preservativo etc, apenas para nao INTERFERIR na MORAL cristã?



Giulianna Portes/CAF/T.33

Anônimo disse...

A minha opinião sobre a primeira pergunta é a seguinte: Se para ser considerado vivo tem que ter atividade cerebral, então adotemos o mesmo critério para todas as outras criaturas.
Se partirmos desse princípio, criaturas unicelulares (para citar um exemplo mais radical, mas existem muitas outras) não são seres vivos?

Rodolfo/SI/T44

Paulinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulinho disse...

há de se levar em conta uma série de vertentes...
devemos lembrar que com a legalização do aborto, serão muito menos comuns os casos de crianças com problemas genéticos, jogadas no lixo, ou trabalhando nos faróis, ou morrendo de fome. É lamentável que elas, totalmente inocentes, paguem pela ignorância e estupidez de seus pais, e é exatamente isso que tem acontecido.
Há, porem, de se lembrar, que a ciencia e a tecnologia moderna são incapazes de medir o quão sofrivel é para um ''pré ser vivo''(como os defensores da legalização caracterizam os embrioes) ser extraído do ultero da sua mãe.

Paulo C. R. Fascina

t 34-mkt

patricia disse...

Na minha opinião quanto a primeira questão, acho um tema delicado, preceito de diversas controvérsias, conflitos acadêmicos.
É um tema que eu ainda não saberia me posicionar.
Quanto a segunda pergunta, não concordo plenamente com a afirmação de Marcelo Gleiser, pois depende muito da força dessa colisão, seu impacto! Dependendo da gravidade concordo em censurar, mas caso não seja tão grave, concordo na reação de investir mais para poder gerar novas alternativas, porém ocorrendo respeito a ética e a moral da sociedade.

Patrícia C. Godo - T43 - CAF

Lucas disse...

Acredito que como meu amigo Rodolfo citou mais a cima, se adotarmos essa perspectiva de que, não havendo atividade cerebral, este individuo não é um ser vivo, então porque adotamos a maioria dos seres sem atividade cerebral como seres vivos?.....

Porém se olharmos por outro ângulo, o que nos difere de todos os outros seres vivos é esta atividade cerebral que nos dá a compreensão de estarmos vivos, o que de fato em um embrião de alguns dias não há....ou seja, ele deve ser considerado sim um ser vivo, porém não, ainda, um ser humano, pois não tem a consciência de estar vivo...

Lucas Maia - T34
SI - Noturno

Anônimo disse...

Ao meu ver a questão abordada referente aos embriões apresenta-se com um tema muito delicado, que envolve diversos preceitos e controvérsias.
A minha posição é de compartilhamneto de ideias com o neuropsicologo Michael Gazzaniga, o qual defende a atividade cerebral como ponto crucial para a vida.
Quanto a segunda questão, ja nao sou totalmente adepta, pois nem todas as novas colisões de etica, moral e tecnologia, apresentão beneficos com investimentos. É necessário analisar seu impacto, para depois se posicionar.

Nataly
curso: OBS
turma: 33

Paulo R M Correia disse...

Olá pessoal, tudo bem?

Passo rapidamente por aqui para dizer que perguntas "reais" não tem respostas simples... e os meus questionamentos são "reais". Por isso, a polêmica e as divergências farão parte dos comentários, reproduzindo um pouco o impasse que a sociedade atual vive diante desse tema.

A intenção é que, ao menos por aqui, nós consigamos fazer uma discussão mais consistente e menos apaixonada: afinal, como se posicionar diante de um tema que envolve, simultaneamente, ciência, tecnologia, ética e religião?

Passo, novamente, a palavra a vocês.

Até amanhã,

Paulo.

Paulo R M Correia disse...

Olá pessoal, parte II...

esqueci de incluir no meu comentário anterior a recomendação para que vocês assistam Gattaca e compareçam às exposições de Darwin e do Corpo Humano.

Professor... vale nota?
Resp: Não, queridos alunos, vale muito mais do que isso: vale conhecimento para você! Conhecimento que extrapola a duração da nossa disciplina!

Professor... mas isso dá trabalho!
Resp: Muitas coisas na vida dão trabalho... mas isso não será considerado um "trabalhinho" de CN: indico e recomendo as atividades mencionadas, mas cabe somente a você fazer a opção consciente de aceitar (ou não) minha recomendação.

Abraços a todos,

Paulo.

Anônimo disse...

Complementando o post anterior e analisando outros comentários....
Se como disse o Lucas, o embrião está vivo mas não tem atividade cerebral, por que então é opinião geral que estamos destruindo os recifes de corais, por exemplo, e isso é errado. A situação é a mesma. Um ser vivo sem atividade cerebral. O que nos dá o direito de tirar uma vida?(seja da espécie que for)
Ao contrário do que possa parecer, não estou defendendo uma opinião, estou formulando uma. Por isso lanço outra pergunta. Qual a opinião de vocês em relação ao uso de camisinha e outros do gênero? Isso pode ser colocado na mesma categoria do aborto?

Rodolfo/SI/T44

Marina disse...

Por já ter feito um trabalho sobre células-tronco no colégio, há algum tempo tenho em mente a importância que elas trarão para um possível avanço na medicina terapêutica.

Não vejo problema algum na utilização de embriões, pois além de concordar com a idéia de que não há vida enquanto não se tem atividade cerebral, não ocorre nenhum tipo de violência contra o embrião, já que ele também não sofrerá com a retirada das células.

Na verdade, há muitas pessoas que sofrem por tantos motivos no mundo,inclusive por doenças que podem ser curadas por células-tronco, e a maioria dos opositores nem lembram que essas mesmas pessoas têm atividade cerebral, ou seja, têm a possibilidade de sofrer!

Bom....é isso!

abraços....

Marina Parisi/T.34/GA

Marina disse...

Não creio que a definição de Michael Gazzaniga está totalmente correta, pois se for assim seres como protozóarios não serão considerados seres vivos.
Em relação ao segundo trecho concordo com Marcelo Gleiser, geralmente quando novas descobertas colidem com posições de setores mais conservadores o que ocorre é uma paralização das pesquisas. O melhor seria encontrar uma maneira para que cheguem-se aos mesmos resultados porém com outros meios.

Marina L Pedo obstetrícia T43

Waldyr disse...

Bem, realmente esta é uma questão delicada...
1. Se Michael Gazzaniga diz que os embriões não são considerados vivos pois não têm atividade cerebral, o que acontece com uma pessoa que está a beira da morte em um hospital mantendo-se viva por aparelhos??? Quando houve morte cerebral, por que então mantê-la viva ainda naquelas condições??? Acho que o que pode ser considerado vivo aqui depende da esfera em que você se encontra...se você é um cientista ou se é um Pai daquele enfermo. Logo, não me oponho a opinião de Gazziniga, mas à sua justificativa; Sou religioso, mas estou com a mente aberta para compreender a importância destes estudos na vida do ser humano...

Waldyr Junior - SI - Noturno

Carolina disse...

PRIMEIRA QUESTAO.
Bom eu concordo com o que o Rodolfo de SI T44...
Alem disso, como podemos definir a partir de quando podemos considerar um ser vivo ou nao?

SEGUNDA QUESTAO.
Nao concordo, pois no momento em que ha colisão entre as tecnologias e a etica/moral, significa que ja é o limite, e que mais financiamentos a pesquisas só vai fazer com que essa colisão aumente, pois para descobrir novas alternativas os cientistas terao que ir mais afundo em questoes polemicas tambem.

Anônimo disse...

Felipe silva rocha t:43 caf

pesquisas envolvendo celulas tronco são e sempre serão polêmicas
pois se trata de destruir vidas

carlos andre cursino roriz disse...

Bom dia,

Neste blog cita meu artigo da seguinte forma:
xto 5: bioética
"O abstracionismo internacional na ciência da bioética e a ética do patrimônimo genético", por Carlos André Cursino Roriz
http://www.grupiec-ead.org/CN2007/Roriz_CienciaBioetica.pdf

Se houver interesse posso enviar minha foto para compor o blog ao lado do artigo conforme fizeram outros contribuidores.
Atenciosamente
carlos Andre Cursino Roriz
andrero@cnpq.br